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Adoção: da lei ao coração

A adoção na história do mundo

Ao contrário do que muitos imaginam, a adoção não é algo que surgiu somente na história recente da humanidade. O processo de adoção é, na verdade, uma prática bastante antiga nas civilizações. Desde a antiguidade, diversos povos demonstraram que o ato de adotar um filho se constituía algo bastante comum em suas culturas. Egito, Caldéia e Palestina, por exemplo,  encaravam a adoção como um mecanismo válido de perpetuação de crenças e costumes para famílias que não possuíam filhos biológicos ou não tinham condições de tê-los. Nessas civilizações, a adoção era, inclusive, regida pelo “Código de Hamurabi (1728-1686AC)”, tão sedimentado estava o tema nessas culturas.

Na Europa, durante a alta Idade Média, período compreendido entre os séculos V e XV, a adoção caiu em desuso. Isto se deu muito por conta da mentalidade vigente à época de que, para a preservação da linhagem familiar, os laços consanguíneos  deveriam ser priorizados em detrimento de laços afetivos. Somado a isto, não havia também estruturas bem estabelecidas de proteção à infância que se preocupasse com o abandono e a orfandade infantil. Naquela época, de fato, as crianças eram tratadas como “mini adultos” e, por isso, não eram sequer poupadas de questões que hoje são tidas como estritamente do mundo adulto, tais como sexo, bebedeira, trabalho, dentre outros. Esta situação perdurou ainda por algum tempo nos séculos seguintes.

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