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  Uffizi Gallery Florence/Louvre (Paris)

Uma obra, dois olhares

Este texto é parte de uma pesquisa realizada por mim e minha amiga, Kazumi Uehara. O texto será apresentado em 2 partes, sendo esta a segunda. Por isso caso não tenha lido a primeira parte, cujo título é ‘Arte e psicologia’, sugiro que faça essa leitura primeiro. Para isso clique aqui.

Esta pesquisa mostra como a psicologia e a arte se relacionam entre si, e mais especificamente como a psicanálise e a psicologia analítica observam a arte. Na primeira parte do texto, exemplificamos essas duas escolas psicológicas com a artista contemporânea Marina Abramović e o considerado pai da arte abstrata, Wassily Kandinsky. Entretanto, o que nem todo mundo sabe é que Freud e Jung analisaram a mesma obra de arte e escreveram suas próprias análises acerca do que pode ter levado o artista a desenvolve-la. E é a respeito de suas análises sobre a pintura “Virgem, o menino Jesus e Sant’Ana” de Leonardo da Vinci, que vamos discorrer a seguir.

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  pixabay

Pele: Lugar de sensações físicas e emocionais e, consequentemente, doenças psicossomáticas

Um olhar psicanalítico

A pele é o “envelope” do nosso corpo. É através dela que experimentamos o mundo e sentimos boa parte das sensações, sejam elas de origem física ou emocional. É por meio da pele que sentimos, por exemplo, o frio, o calor e a dor. O tato da pele nos permite experimentar texturas, sentir se algo está seco ou molhado, e assim por diante. Além de reagir a estímulos externos, é também na pele que vivenciamos certas emoções, como, por exemplo, um arrepio de medo ou de repulsão a determinadas situações que nos deixam literalmente “à flor da pele”.

Quando relacionada às emoções, “a pele forma (…) um canal de comunicação pré-verbal, no qual os sentimentos são expressos e podem ser experimentados e observados”. Contudo, sendo o maior órgão do organismo humano, a pele está mais associada ao sistema nervoso do que imaginamos. E essa relação é tão intrínseca a ponto de podermos “(…) supor que aquilo que acontece em um sistema [do corpo humano] pode reverberar no outro sistema, assim, aspectos emocionais podem influenciar as patologias na pele”.

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  Paris Filmes

O Pequeno Príncipe e a psicologia analítica – Parte 4: O Pequeno Príncipe e Saint-Exupéry

Este texto faz parte de uma pesquisa realizada por mim e minha amiga, Kazumi Uehara, e esta é a parte 4 de 4. O texto que discutiremos a seguir é de autoria de Helen M. Luke. A autora traça um paralelo entre a história do Pequeno Príncipe e a de seu autor, Saint-Exupéry. Para Luke (1999), o menino é a criança do próprio autor da história, e não do aviador. É no percurso da história do Pequeno Príncipe que a autora identifica as características do puer no garoto que estão ligadas à vida pessoal de Saint-Exupéry. Ou seja, a autora tece uma visão psicológica da literatura onde somos conduzidos a vivenciar os sentimentos da alma humana.

Para uma melhor compreensão deste texto, sugiro primeiro a leitura da seção “A relação entre O Pequeno Príncipe e a psicologia analítica“, que introduz a primeira parte desta série de textos que redigi a respeito da psicologia analítica e sua relação com a arte e a obra O Pequeno Príncipe.

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